segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Era calmo. Tranqüilo. Passivo. Invejável. Desejável. Talvez fosse feliz, talvez não. Feliz ou triste ela queria aquilo. Como se quer o último cigarro: com uma culpa deliciosa. Não sabia porque, mas queria. Talvez fosse a paz. Talvez fosse o mistério. Não sabia porque, mas queria. Queria como se deseja o último gole de uma bebida ardente. Quente e nociva. Queria a contaminação. Queria com embriaguez, com loucura. Gostava daquilo que era quando a calma dele comandava. Da sensação desconhecida de ser quem nunca foi, de quem não lembrava ser. Gostava do calor que dava no corpo e das mãos frias. Gostava das borboletas no estômago do medo alegre de esperar. Esperar. Com expectativa. Com um medo infidável de não ter, de ter. O que fazer se tivesse? E se não tivesse, o que faria?
Deseja aquela calma, aquela tranquilidade, aquela paz. Como nunca ousou. Nunca ousou nada. Nunca ousou desejar nada, até aquele momento. Só desejava. E desejava só.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cazuza me disse que o tempo não para e o Chico disse que tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Morrer pra mim é parar.
Na verdade os dois estão certos, mesmo que morramos agora, o tempo não para!
Ultimamente eu tenho cantado Chico, sentindo-me como quem partiu ou talvez como quem morreu, não saberia escolher qual das opções me encaixo melhor. O fato é que o tempo não para e por isso eu liguei o piloto automático. Falo, escuto e sorrio mecanicamente!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Acordar.

Não queria estar acordada. Não depois de ter sonhado com alguma coisa que eu não lembro o que era, mas estou com a sensação de que era boa e ainda mais tendo ao fundo uma música do Radiohead. Corri pro computador pra saber qual era e descubro que ela tem tudo a ver comigo atualmente. Aliás, é complicado não achar uma música do Radiohead que não combine em nada com você!
Não queria também deixar de escrever, cada vez mais penso que essa é minha unica válvula de escape, mas às vezes a dor é tanta que não da nem pra escrever... parece que vou explodir a qualquer momento... corram, corram e não olhem, serei só mais um alguém que não conseguiu suportar. Com a próxima tragédia ninguém lembrará mais de mim!





sexta-feira, 17 de julho de 2009

e vem a vida....!

A vida é muita estranha, é bela algumas vezes, mas é estranha. A gente jura que nao vai se separar de fulano e sicrano coisa e tal, ai vem o tempo e... pumba! Muda tudo. E se ainda fosse num estalar de dedos, mas nao, as mudanças demoram, quer dizer pelo menos as ruins demoram! Diferentes das muito ruins que a gente acha que vai ficar cheia de rugas e nao vai acabar. As boas... bom, as boas é aquela coisa né, num instante acontece entao nem adianta falar delas porque claro sao boas e porque nao há o que lamentar. Entao voltemos as ruins e muito ruins e as juras e promessas.
Obviamente que eu já perdi as contas de quantas promessas desfiz e claaaaro nao me arrependo de algumas. Já pensou ter que namorar com alguem desprovido de intelectualidade a vida inteira? [sim, eu já fiz muitas burrices]. Mas o fato é que há promessas que voce simplesmente nao queria desfazer ai a vida vem de novo e... pumba! Faz uma merda daquelas. Tira algumas pessoas da vida da gente que nunca, nunca, nunca deveriam sair. Pessoas que a gente jurava que nao conseguiria viver sem e que quando elas se afastam se tem a certeza de que nao consegue viver sem mesmo. Que quer de volta, precisa ter. Pode ser egoísmo, pode ser o que for, mas eu chamo de amizade!




p.s.: escrito para Mateus, Juliana, Midia, Nayara, Mariana Albuquerque, Patrícia, Priscilla, Fernanda, Darlene, Meggie, Edy, Robson, Duan, Hans, entre outros.

sábado, 28 de março de 2009

Quando começa e acaba?

"Marina,
Escrevo-te hoje com muita dor, diferente das outras vezes em que te escrevi com amor, muito amor. Não que hoje, agora, não te ame mais. O contrário disso, sinto amor demais e portanto dor demais.
Na verdade nunca foi fácil pra mim te amar dessa forma, distante. Nunca imaginei que isso poderia contecer com alguém, muito menos comigo. Eu que condenava tal atitude! Talvez se eu tivesse acreditado que isso poderia acontecer eu teria pensado em como reagir. Mas não fui capaz e agora estou aqui reagindo de uma forma que eu não sei se é a certa.
Nunca soubeste o quanto desejei te ter, sentir o cheiro dos teus cabelos que de longe eu sabia que eram macios. Macios como a tua pele branca, rosa, vermelha, quente, úmida. Exalas desejo, Marina e sabes disso!
Por vezes sinto-me injustiçado por ti. Culpo-me por te amar, mas quem, Marina, nesse mundo inteiro não seria capaz de te amar? E tu sabe a resposta disso, sabe que ninguém seria capaz de não te olhar, de não te querer. Mas eu não poderia, eu que passo da idade de amar agora estou apaixonado por uma menina que talvez ainda nem tenha descoberto o amor.
Deixo-te ir, Marina. Você não pertence a mim. Nunca pertenceu!"




Qual a idade em que começamos a amar?
Qual a idade que paramos?
Existe?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

E vai indo.

Engraçado como quando se esta apaixonada as coisas mudam. Eu sei que todo mundo diz isso, que as árvores ficam mais verdes, que a cor da manhã é outra e aquela coisa toda. Mas não é a essa baboseira que me refiro, é ao fato de você não conseguir dormir sem escutar a voz da pessoa com aquele reconfortante "eu te amo" no fim da ligação, é ao fato de quando se esta brigado sentir como se tivessem amputado uma parte do seu corpo, talvez a mais importante, é ao fato de você substituir vontades banais pelo desejo compulsivo e repetitivo de sentir aquele beijo apaixonado.
Nunca tive sorte com paixões, quando elas já não vinham estragadas um dos dois fazia esse favor, nunca duraram muito, só o tempo suficiente pra na marra eu descobrir que não dava mais pra continuar. Acredito as vezes que eu tenho alguma espécie de zica pra isso, um dedo podre, sei lá, mas nunca penso assim quando estou inaugurando uma nova paixão, sempre digo que dessa vez eu acertei e atualmente não é diferente, eu acertei mesmo. A diferença clara e marcante das outras é que agora eu consigo imaginar um futuro e sentir que ele é concreto e esperado por ambos... coisas da idade. Já me disseram que quanto mais velho mais besta você vai ficando e eu concordo, mas não acho ruim, a gente só aprende a não cometer os mesmos erros, no meu caso é tentar não cometer não sendo tão dura. Imaginar um futuro bom e com um percentual grande de felicidade não é nada anormal, pelo contrário, me deixa humana demais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

o vício vence!

Precisava comer doce... doces.. muitos, vários. Senão vários doces seriam muito cigarros, seguidos, inacabáveis cigarros, consumidos como se fossem doce. Pararia de fumar. Prometeu tava prometido! Mas não podia em hipótese alguma engordar. E agora? Academia? Ihh... o cigarro tinha tirado a resistência dela... a coragem já nunca teve! Mas, e agora? Café!!!!! Isso, café é sempre bom. Não, mas café da vontade de fumar e fumar não pode mais, ao invez de fumar come doce, mas o doce engorda...
Precisava de cigarro pra relaxar essa preocupação. Pronto, acendeu, resolvido!